quarta-feira, 22 de maio de 2013

Triste. Três dias sem passar a vista no gado e encontro o bezerrinho da Mascarada morto. Ela pariu e ele não mamou. Zanzou, zanzou mas não mamou. Eu o encontrei hoje, ainda molinho.. Deve ter morrido pela manhã. Um caracará havia comido seu olho esquerdo. Era pretinho com uma estrela na testa. E a Mascarada chorando berros.. Arrastei pra baixada dos urubus. Que se há de fazer, né?! Só perde quem tem, dizia meu avô.. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

<<Filomena não pariu. Estava deitada debaixo do pé de barú. Sonsa mascando chicletes. Úbere em riste, dilatado. Piancó...>>

terça-feira, 7 de maio de 2013

Pariram três. Uma báia, uma moira e uma pretinha.. 

Reuni a manada na beira da capoeirinha 

e fui levando vargem abaixo na direção do curral. 

Um dos bezerrinhos estava com bicheira grande no umbigo. 

Vagar, paciência e o meu canto habitual que a vacada conhece. 

Tudo foi se ajeitando. As mansas puxaram ala. 

Pouco-a-pouco o gado foi se recolhendo curral adentro. 

Apartei e curei... Passando o pente fino e não vi a pretinha. 

Que danada. Voltei na beira da capoeirinha 

e lá estava ela com olhares de esperteza. 

O bezerro ela havia escondido. Não tem jeito: só voltando amanhã.. 

Abri a porteira, contei.. Tudo certo. Guardei a tralha pensando no almoço. 

Outro dia cumprido na barra do Piancó, no meio da caracada mansa, 

na solidão alongada da vida rural.