Minha cabeça meneava e meus olhos varados serpenteavam a estrada.A poeira tinha a cor do por-do-sol.Um ocaso sanguíneo, granulado, suspenso no ar.Eu vinha subindo a vargem da Vertentinha com as rodas do Carro rangendo saudades.Uma légua e meia, ainda, das caríciasde siá Dora.Do fogo ateado no rabo dofogão-a-lenha.Do alento amoroso do catrealto na cozinha de pau-a-pique.
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