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Não adiantou o carinho.
Nem o capinzinho verde,
nem a sombra..
Nem mesmo os remédios
aplicados ao tempo e a hora.
A Bananinha morreu!
Depois das chifradas da Cafuza
que lesionaram seu dorso
ela se perrengou mais
e mais..
Acabou por perder
aquele brilho manso dos olhos.
Se foi..
Lá pro céu das vacas
onde as pradarias são sempre verdes
de forrageiras macias.
Decerto encontrará outros mugidos alegres por lá..
Deixou uma terneirinha miúda
bradando berros.
Tão nova que ainda nem sei
como alimentá-la.
Que se há de fazer?!
O alento é a lembrança de meu avô
que sempre dizia:
meu filho,
só perde quem tem! ..
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