terça-feira, 26 de março de 2013


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Não adiantou o carinho. 

Nem o capinzinho verde, 

nem a sombra.. 

Nem mesmo os remédios 

aplicados ao tempo e a hora. 

A Bananinha morreu! 

Depois das chifradas da Cafuza 

que lesionaram seu dorso 

ela se perrengou mais 

e mais.. 

Acabou por perder 

aquele brilho manso dos olhos. 

Se foi.. 

Lá pro céu das vacas 

onde as pradarias são sempre verdes 

de forrageiras macias. 

Decerto encontrará outros mugidos alegres por lá.. 

Deixou uma terneirinha miúda 

bradando berros. 

Tão nova que ainda nem sei 

como alimentá-la. 

Que se há de fazer?! 

O alento é a lembrança de meu avô 

que sempre dizia: 

meu filho, 

só perde quem tem! .. 


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