«
A Baronesa estava com um estrepe na pata.
Arisca nem queria vir pro curral
pra me deixar ver melhor.
Pensei:
eu uso de astúcia que ela vem..
Peguei um tico de ração cheirosa
e fui descendo a vargem.
Lá estava ela: suspeitosa..
Chamei: Baronesa, vem, vem...
E ela veio com
um vagar manquitolado,
farejando a ração.
Coloquei no chão e ela foi abocanhando..
Deixei.
Rodeei e fui olhar o inchaço.
Falei:
vambora menina!
Vem, vem..
E ela veio.
Lerda.
Vez por outra me olhava
como pra saber se eu ainda estava lá.
Mas no fundo ela pensava:
tem mais lá adiante.
Fechei no tronco,
curei.
Disse pra ela:
Baronesa vem..
Forni o cocho com um pouco mais da granulada.
Fui embora.
Ela ficou me olhando sumir lá na curva
enquanto mascava o tempo.
Olhos mansos,
majestosa..
»
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