terça-feira, 26 de março de 2013

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A Baronesa estava com um estrepe na pata.

Arisca nem queria vir pro curral

pra me deixar ver melhor.

Pensei:

eu uso de astúcia que ela vem..

Peguei um tico de ração cheirosa

e fui descendo a vargem.

Lá estava ela: suspeitosa..

Chamei: Baronesa, vem, vem...

E ela veio com

um vagar manquitolado,

farejando a ração.

Coloquei no chão e ela foi abocanhando..

Deixei.

Rodeei e fui olhar o inchaço.

Falei:

vambora menina!

Vem, vem..

E ela veio.

Lerda.

Vez por outra me olhava

como pra saber se eu ainda estava lá.

Mas no fundo ela pensava:

tem mais lá adiante.

Fechei no tronco,

curei.

Disse pra ela:

Baronesa vem..

Forni o cocho com um pouco mais da granulada.

Fui embora.

Ela ficou me olhando sumir lá na curva

enquanto mascava o tempo.

Olhos mansos,

majestosa..


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